Silêncio:
encontrámos na encosta
flores ainda sem nome
José Tolentino Mendonça | A papoila e o Monge
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encontrámos na encosta
flores ainda sem nome
José Tolentino Mendonça | A papoila e o Monge
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[...]
ainda (...)
o único patrão era deus
e esse estava sempre ausente
[...]
Nuno Moura | Canto Nono (V)
Douda Correria
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ainda (...)
o único patrão era deus
e esse estava sempre ausente
[...]
Nuno Moura | Canto Nono (V)
Douda Correria
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[...]
ainda (...)
o feminino de puto era miúda e de
abundância vagem
[...]
Nuno Moura | Canto Nono (I)
Douda Correria
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ainda (...)
o feminino de puto era miúda e de
abundância vagem
[...]
Nuno Moura | Canto Nono (I)
Douda Correria
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[...]
ainda (...)
éramos todos criados sem toalhetes, só com abraços
[...]
Nuno Moura | Canto Nono (I)
Douda Correria
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ainda (...)
éramos todos criados sem toalhetes, só com abraços
[...]
Nuno Moura | Canto Nono (I)
Douda Correria
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Virgen de los Aguadores
[Our Lady of the Watermen]
Virgen de los Banquetos
[Our Lady of the Bankers]
Virgen de los Alemanes
[Our Lady of the Germans]
Virgen de los Actores
[Our Lady of the Actors]
Virgen de los Trovadores
[Our Lady of the Troubadours]
Virgen de los Cómicos
[Our Lady of the Comedians]
Virgen de los Inocentes
[Our Lady of the Innocents]
Virgen de los Izquierdos
[Our Lady of the Leftists]
Virgen de los Masas
[Our Lady of the Masses]
Roberto Equisoain | 333
Milena Berlin
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[Our Lady of the Watermen]
Virgen de los Banquetos
[Our Lady of the Bankers]
Virgen de los Alemanes
[Our Lady of the Germans]
Virgen de los Actores
[Our Lady of the Actors]
Virgen de los Trovadores
[Our Lady of the Troubadours]
Virgen de los Cómicos
[Our Lady of the Comedians]
Virgen de los Inocentes
[Our Lady of the Innocents]
Virgen de los Izquierdos
[Our Lady of the Leftists]
Virgen de los Masas
[Our Lady of the Masses]
Roberto Equisoain | 333
Milena Berlin
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soleil au portugal (XXXI). ( >> )
“nos anos em que não vamos para
lado nenhum: vimos para aqui.”
(minho profundo para lá das bóias,
com margens em areão grosso onde
chapinham crianças e estacam adultos
em estilos diversos.)
“nos anos em que não vamos para
lado nenhum: vimos para aqui.”
(minho profundo para lá das bóias,
com margens em areão grosso onde
chapinham crianças e estacam adultos
em estilos diversos.)
...
A mentira não está no discurso, está nas coisas.
Italo Calvino | As Cidades Invisíveis
(As Cidades e os Sinais. 5.)
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A mentira não está no discurso, está nas coisas.
Italo Calvino | As Cidades Invisíveis
(As Cidades e os Sinais. 5.)
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...
Não há linguagem sem engano.
Italo Calvino | As Cidades Invisíveis
(As Cidades e os Sinais. 4.)
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Não há linguagem sem engano.
Italo Calvino | As Cidades Invisíveis
(As Cidades e os Sinais. 4.)
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#66
...
M.P. descreve uma ponte, pedra a pedra.
- Mas qual é a pedra que sustém a ponte? - pergunta K.K.
- A ponte não é sustida por esta ou por aquela pedra - responde
M., - mas sim pela linha do arco que elas formam.
K.K. permanece silencioso, reflectindo. Depois acrescenta:
- Porque me falas das pedras? É só o arco que me importa.
M.P. responde: - Sem pedras não há arco.
...
As Cidades Invisíveis
Italo Calvino
M.P. descreve uma ponte, pedra a pedra.
- Mas qual é a pedra que sustém a ponte? - pergunta K.K.
- A ponte não é sustida por esta ou por aquela pedra - responde
M., - mas sim pela linha do arco que elas formam.
K.K. permanece silencioso, reflectindo. Depois acrescenta:
- Porque me falas das pedras? É só o arco que me importa.
M.P. responde: - Sem pedras não há arco.
...
As Cidades Invisíveis
Italo Calvino
CATA - VENTO, s. m. (de catar, e vento). Lâmina ligeira, de forma
variável (flecha, bandeirinha, etc.), enfiada numa haste, colocada
no alto dos edifícios, para indicar a direcção dos ventos, que a
movem. Grimpa. Ventilador. Náut. Lugar a bordo, ocupado por quem
dirige a manobra. Fig. Pessoa que muda facilmente de opinião: é um
cata-vento em política.
variável (flecha, bandeirinha, etc.), enfiada numa haste, colocada
no alto dos edifícios, para indicar a direcção dos ventos, que a
movem. Grimpa. Ventilador. Náut. Lugar a bordo, ocupado por quem
dirige a manobra. Fig. Pessoa que muda facilmente de opinião: é um
cata-vento em política.
#19
[...]
Para além das considerações suscitadas em cada um deles por
aquela morte, acerca das transferências e possíveis mudanças
no serviço que dela poderiam resultar, a própria morte
de um conhecido próximo provocava, como sempre, um sentimento
de alegria: quem morreu foi ele, e não eu.
[...]
A Morte de Ivan Ilitch
Lev Tolstoi
Para além das considerações suscitadas em cada um deles por
aquela morte, acerca das transferências e possíveis mudanças
no serviço que dela poderiam resultar, a própria morte
de um conhecido próximo provocava, como sempre, um sentimento
de alegria: quem morreu foi ele, e não eu.
[...]
A Morte de Ivan Ilitch
Lev Tolstoi
[...]
O que dirão os pais dessas mulheres cuja lactação espontânea
é admitida pela Medecina? Suspeitarão delas, sem conseguir
acreditar nesse verdadeiro milagre das suas almas.
Nos velhos martirológios relata-se o caso de uma dessas mulheres,
queimada na praça pública, porque o leite que apareceu nos seus
seios pressupunha um filho que não se encontrou, que não pôde
mostrar, e por cujo suposto infanticídio foi condenada.
Oh, se pudesse vir procurar-nos essa mulher eleita de cujos seios
o leite mana espontaneamente, e nos comunicasse ao ouvido o seu
segredo, nós casaríamos com ela! Que nos fizesse a nós depositários
da sua riqueza natural, porque a sua abundância não é das que
um menino possa esgotar, pois morreria com um manjar tão forte
e cheio de algo assim como uma certeza superior.
Oh leite metafísico!
Ramón Gómez da la Serna | Seios (Surpresas)
& etc | Tradução: Elsa Castro Neves - Rui Caeiro
O que dirão os pais dessas mulheres cuja lactação espontânea
é admitida pela Medecina? Suspeitarão delas, sem conseguir
acreditar nesse verdadeiro milagre das suas almas.
Nos velhos martirológios relata-se o caso de uma dessas mulheres,
queimada na praça pública, porque o leite que apareceu nos seus
seios pressupunha um filho que não se encontrou, que não pôde
mostrar, e por cujo suposto infanticídio foi condenada.
Oh, se pudesse vir procurar-nos essa mulher eleita de cujos seios
o leite mana espontaneamente, e nos comunicasse ao ouvido o seu
segredo, nós casaríamos com ela! Que nos fizesse a nós depositários
da sua riqueza natural, porque a sua abundância não é das que
um menino possa esgotar, pois morreria com um manjar tão forte
e cheio de algo assim como uma certeza superior.
Oh leite metafísico!
Ramón Gómez da la Serna | Seios (Surpresas)
& etc | Tradução: Elsa Castro Neves - Rui Caeiro















































