ALMOÇO (de rapazes) - Exige ostras, vinho branco
e anedotas picantes.
G. Flaubert
Dicionário das Ideias Feitas
( culinando >> )
e anedotas picantes.
G. Flaubert
Dicionário das Ideias Feitas
( culinando >> )
do ut des*
22 de Janeiro
...
O cristianismo não pode morrer porque contém a possibilidade
de todas as disciplinas.
...
Ofício de viver (1938)
Cesare Pavese
( >> )
...
O cristianismo não pode morrer porque contém a possibilidade
de todas as disciplinas.
...
Ofício de viver (1938)
Cesare Pavese
( >> )
...
A alcunha de cão pastor teve origem na função que exerce
ou nem por isso?
Sim, claro que sim. Não escolhi ser pastor; foi o rebanho
que me escolheu a mim.
É o guia de alguém?
Sigo à frente de quem me segue. Sigo em frente, porque quem
me guia é a vontade dos que me seguem.
...
Teo: o cão de raça imaculada
Por Paulo Moreira Lopes ( >> )
(@ correiodoporto.pt)
A alcunha de cão pastor teve origem na função que exerce
ou nem por isso?
Sim, claro que sim. Não escolhi ser pastor; foi o rebanho
que me escolheu a mim.
É o guia de alguém?
Sigo à frente de quem me segue. Sigo em frente, porque quem
me guia é a vontade dos que me seguem.
...
Teo: o cão de raça imaculada
Por Paulo Moreira Lopes ( >> )
(@ correiodoporto.pt)
Nenhuma ideia brilhante consegue entrar em circulação
se não agregando a si qualquer elemento de estupidez.
O pensamento colectivo é estúpido porque é colectivo:
nada passa as barreiras do colectivo sem deixar nelas,
como real de água, a maior parte da inteligência que
traga consigo.
Na mocidade somos dois: há em nós a coexistência da nossa
inteligência própria, que pode ser grande, e a da estupidez
da nossa inexperiência, que forma uma segunda inteligência
inferior. Só quando chegamos a outra idade se dá em nós
a unificação. Daí a acção sempre fruste da juventude — devida,
não à sua inexperiência, mas à sua não-unidade.
Ao homem superiormente inteligente não resta hoje outro
caminho que o da abdicação.
Bernardo Soares
se não agregando a si qualquer elemento de estupidez.
O pensamento colectivo é estúpido porque é colectivo:
nada passa as barreiras do colectivo sem deixar nelas,
como real de água, a maior parte da inteligência que
traga consigo.
Na mocidade somos dois: há em nós a coexistência da nossa
inteligência própria, que pode ser grande, e a da estupidez
da nossa inexperiência, que forma uma segunda inteligência
inferior. Só quando chegamos a outra idade se dá em nós
a unificação. Daí a acção sempre fruste da juventude — devida,
não à sua inexperiência, mas à sua não-unidade.
Ao homem superiormente inteligente não resta hoje outro
caminho que o da abdicação.
Bernardo Soares
O público aplaude
O mágico tira um coelho da cartola.
O público aplaude.
O coelho, por sua vez, tira um mágico da cartola.
O público aplaude ainda com mais entusiasmo.
De seguida, este mágico tira um segundo coelho da cartola.
Ouvem-se “bravos!” vindos de todos os lados.
O segundo coelho tira um segundo mágico da cartola.
Furor e delírio entre os espectadores.
O segundo mágico, piscando astutamente o olho, tira um pêssego
da cartola.
Há espasmos, convulsões e desmaios entre o público.
O pêssego prepara-se para tirar uma laranja da cartola, mas é
devorado, num breve segundo, pelo tigre.
Por Rui Manuel Amaral ( >> )
Conto incluído na “Bula” de Agosto. ( >> )
Uma edição do Correio do Porto.
O mágico tira um coelho da cartola.
O público aplaude.
O coelho, por sua vez, tira um mágico da cartola.
O público aplaude ainda com mais entusiasmo.
De seguida, este mágico tira um segundo coelho da cartola.
Ouvem-se “bravos!” vindos de todos os lados.
O segundo coelho tira um segundo mágico da cartola.
Furor e delírio entre os espectadores.
O segundo mágico, piscando astutamente o olho, tira um pêssego
da cartola.
Há espasmos, convulsões e desmaios entre o público.
O pêssego prepara-se para tirar uma laranja da cartola, mas é
devorado, num breve segundo, pelo tigre.
Por Rui Manuel Amaral ( >> )
Conto incluído na “Bula” de Agosto. ( >> )
Uma edição do Correio do Porto.
(nota) 26
Um dia uma santa teve uma visão do Nosso Senhor, que lhe
mostrou duas coroas, uma de rosas, outra de espinhos, e disse:
“Escolhe, minha filha, escolhe!”. Respondeu ela: “Meu Deus,
dai-me a coroa de espinhos e guardai para o céu a de rosas,
que aqui murcham”. Ela tinha razão: as alegrias da terra murcham.
Não nos queixemos pois dos espinhos que nos afligem durante
a vida: são a prova de que nos estão reservadas algumas alegrias
na outra. (...)
Discurso Sobre o Filho-de-Deus | Alberto Pimenta
Edições Mortas
Um dia uma santa teve uma visão do Nosso Senhor, que lhe
mostrou duas coroas, uma de rosas, outra de espinhos, e disse:
“Escolhe, minha filha, escolhe!”. Respondeu ela: “Meu Deus,
dai-me a coroa de espinhos e guardai para o céu a de rosas,
que aqui murcham”. Ela tinha razão: as alegrias da terra murcham.
Não nos queixemos pois dos espinhos que nos afligem durante
a vida: são a prova de que nos estão reservadas algumas alegrias
na outra. (...)
Discurso Sobre o Filho-de-Deus | Alberto Pimenta
Edições Mortas











































